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Quando pensamos em Odontologia, é fácil lembrar da cadeira do consultório, dos instrumentos, dos procedimentos e, claro, do sorriso.
Mas existe uma história muito maior por trás dessa profissão no Brasil.
Neste Mês do Dentista, em vez de apenas celebrar a data, vale olhar para alguns números que ajudam a entender o tamanho da Odontologia brasileira, sua evolução e, principalmente, a responsabilidade de quem escolheu essa profissão.
Quase meio milhão de cirurgiões-dentistas
O Brasil ultrapassou a marca de 473 mil cirurgiões-dentistas ativos, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia atualizados em setembro de 2026.
É um número que impressiona por si só.
O país é reconhecido pelo CFO como aquele com o maior número de cirurgiões-dentistas do mundo.
Mas talvez o dado mais interessante esteja justamente no contraste: ter muitos profissionais não significa, automaticamente, que toda a população tenha o mesmo acesso ao atendimento odontológico.
E é aí que os números começam a contar uma história ainda mais importante.
Muitos dentistas. E ainda muito espaço para ampliar o acesso.
Na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, realizada pelo IBGE, apenas 49,4% da população havia consultado um dentista nos 12 meses anteriores à entrevista.
Entre os adolescentes, o desafio também aparece.
Dados da PeNSE 2024 mostram que 34,5% dos estudantes de 13 a 17 anos não haviam ido nenhuma vez ao dentista nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre estudantes da rede pública, esse percentual chegou a 37,1%.
É um contraste que diz muito sobre a profissão.
De um lado, o Brasil construiu uma Odontologia numerosa, especializada e reconhecida internacionalmente. Do outro, permanece o desafio de fazer todo esse conhecimento chegar cada vez mais às pessoas.
Ser dentista no Brasil também significa fazer parte dessa transformação.
E falar em “dentista” já não significa falar de uma única atuação
A imagem do profissional que “cuida dos dentes” ficou pequena diante do que a Odontologia se tornou.
Atualmente, o CFO reconhece diferentes áreas de especialização que passam pela Ortodontia, Implantodontia, Endodontia, Periodontia, Odontopediatria, Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar, Odontologia do Esporte, atendimento a pacientes com necessidades especiais, entre outras.
Em setembro de 2026, os registros do CFO contabilizavam mais de 161 mil especializações registradas. A Ortodontia aparecia com mais de 34 mil registros, seguida pela Implantodontia, com mais de 23 mil, e pela Endodontia, com mais de 20 mil.
Isso ajuda a mostrar como a profissão se tornou diversa.
Há dentistas acompanhando crianças nos primeiros anos de vida. Há profissionais trabalhando dentro de hospitais. Outros se dedicam aos idosos, aos atletas, às cirurgias, à reabilitação, à prevenção ou ao diagnóstico de alterações que podem ir muito além de um dente.
A Odontologia deixou há muito tempo de ser apenas reparadora.
Ela acompanha diferentes fases da vida.
Uma profissão que também está onde muita gente não vê
O consultório particular é apenas um dos lugares onde a Odontologia acontece.
Dados divulgados pelo CFO apontaram que, em 2025, havia mais de 82 mil cirurgiões-dentistas atuando na rede pública de saúde brasileira. Considerando também técnicos e auxiliares, eram cerca de 145 mil profissionais da Odontologia com pelo menos um vínculo no SUS.
Só no primeiro semestre daquele ano, foram registrados mais de 30 milhões de atendimentos odontológicos na rede pública.
Por trás de números dessa dimensão existem milhões de histórias diferentes.
Uma criança em sua primeira consulta.
Um adulto descobrindo um problema antes que ele se torne mais complexo.
Um idoso recuperando função e qualidade de vida.
Uma pessoa voltando a sorrir com segurança.
E um profissional preparado para entender que, muitas vezes, aquilo que chega à cadeira odontológica não é apenas uma queixa sobre um dente.
Talvez seja isso que os números não consigam medir
Podemos contar quantos dentistas existem. Quantas especialidades foram registradas. Quantas consultas foram realizadas. Quantos brasileiros passaram por um consultório.
Mas algumas das partes mais importantes da profissão dificilmente cabem em uma estatística.
A confiança construída entre profissional e paciente.
A tranquilidade depois de um diagnóstico.
A paciência necessária em uma primeira consulta infantil.
A precisão de um procedimento.
Os anos de estudo por trás de uma decisão tomada em poucos minutos.
E a responsabilidade de cuidar de algo que interfere na saúde, na alimentação, na fala, na autoestima e na qualidade de vida.
Outubro é Mês do Dentista. Mas a história é construída todos os dias.
Celebrar o Mês do Dentista é reconhecer uma profissão que cresceu, se especializou e ocupa uma posição de destaque no Brasil e no mundo.
Mas também é reconhecer cada trajetória individual por trás desses números.
Cada escolha pela profissão.
Cada atualização.
Cada desafio.
Cada paciente.
Cada história construída dentro e fora do consultório.
Na Uniodonto Presidente Prudente, temos orgulho de fazer parte desse universo ao lado de nossos dentistas cooperados.
Porque uma das maiores odontologias do mundo não é construída apenas por grandes números.
É construída por profissionais.